quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Brasil terá centro de treinamento de cães-guia mantido pelo governo federal

 27/12/2011 - 14h19

Priscilla Mazenotti 

Da Agência Brasil, em Brasília

A partir do segundo semestre de 2012, deficientes visuais
 de todo o país 
contarão com um centro de treinadores de cães-guia 
mantido pelo governo 
federal. Em janeiro, o Instituto Federal Catarinense,
 no campus de Camboriú, 
começa a construir o centro, que deve treinar cinco 
profissionais por turma.

A meta é que cada aluno treine seis cães-guia, 
que depois serão encaminhados
 aos instrutores. Esses profissionais, responsáveis 
pela interação entre 
o animal e o deficiente visual, também deverão 
ser formados no centro.
O projeto começou a surgir há três anos, 
quando a coordenadora do projeto,
 Márcia Santos Souza, conheceu um professor 
deficiente visual. “Nas conversas 
com ele, pensamos em fazer o projeto.
Começamos a plantar uma sementinha 
pequena que foi se modificando.
 E o governo federal comprou a ideia”, 
contou Márcia, que coordena o Núcleo
 de Atendimento às Pessoas com 
Necessidades Específicas, ligado ao Instituto 
Federal Catarinense. Segundo ela, a
 meta é espalhar centros semelhantes
 em todas as regiões do país.
De acordo com Márcia, atualmente, existem
 outros centros de treinamento no
 Brasil, que surgiram por meio de iniciativas 
particulares de organizações não 
governamentais ou até do Corpo de 
Bombeiros de determinadas localidades.
“É uma experiência piloto, dentro do plano 
do governo federal para pessoas com
 deficiência. Será o primeiro centro de 
treinamento de cães com iniciativa do
 governo em toda a América do Sul", disse.
Apenas as raças labrador retriever e golden
 retriver podem ser treinadas 
para cães-guia. Passados 45 dias do nascimento,
 os filhotes são encaminhados
 a famílias que ficam responsáveis pela 
socialização do cachorro. “Eles são 
levados para shoppings, parques e até o 
trabalho. Fazem parte do dia a dia 
da família”, explicou Márcia.
Passada essa fase, os cães são levados para
 os centros de treinamento.
 E só ficam aos cuidados dos deficientes 
visuais depois de dois anos de 
iniciado o processo. “A parceria entre o cão 
e o deficiente é como um 
casamento. E, neste caso, os opostos não
 se atraem. Tem de ter personalidade
e estilo de vida iguais. É preciso juntar 
com harmonia para que a pessoa caminhe
 bem”, ressaltou a coordenadora do projeto.
As obras de construção do centro começam
 em 9 de janeiro e devem durar 
150 dias. O custo total ficou em R$ 3,1 milhões.

Nenhum comentário:

Postar um comentário